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A casa abandonada de HIGIENÓPOLIS 

Situada em uma das áreas mais nobres da cidade, a casa foi construída no início do século XX e, por muitos anos, foi lar de uma família influente. No entanto, ao longo das décadas, a história da residência se entrelaçou com a de sua última moradora, uma mulher que viveu ali até o último suspiro de sua vida. Após seu falecimento, a casa foi deixada ao abandono, suas janelas quebradas e portas trancadas servindo como um lamento silencioso de tempos passados.

A Mulher da Casa

Dona Helena, a última moradora, era uma mulher enigmática, lembrada por sua generosidade e calor. Após perder o marido e os filhos, sua vida tornou-se marcada pela solidão, passando horas contemplando os jardins que cuidava, agora abandonados. Sua memória ainda habita a casa, onde o eco de suas risadas parece persistir.

 

Embora tenha partido, deixou um legado de força e carinho, sendo lembrada pelos vizinhos como uma mulher sempre disposta a ajudar. Suas histórias de amor, perda, esperança e desespero fazem da casa um símbolo de resistência e da busca por conexão humana.

A Polêmica do Podcast

A produção do podcast gerou divisões na opinião pública. Alguns apoiam a iniciativa por preservar a memória de Helena e revitalizar o espaço com arte e diálogo, vendo o podcast como uma oportunidade para reconectar a comunidade e discutir temas como solidão e abandono. Outros criticam, considerando a dramatização da vida de Helena uma exploração de sua história pessoal para entretenimento.

 

A polêmica se intensificou nas redes sociais, com debates sobre os limites da representação e o respeito à memória. Apesar das críticas, o podcast aumentou o interesse pela casa abandonada, impulsionando instituições culturais a planejar sua transformação em um centro de arte e memória.

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Recepção e Impacto

Desde seu lançamento, o podcast gerou discussões fervorosas nas redes sociais. Muitos ouvintes expressaram empatia pela história de Helena, sentindo-se tocados pela humanização da narrativa. Por outro lado, alguns críticos levantaram questões sobre a forma como a história é contada, argumentando que a dramatização pode ser uma exploração da vida de uma mulher que viveu momentos muito difíceis.

 

Essa polêmica trouxe à tona reflexões sobre a ética na narrativa de vidas alheias, especialmente quando se trata de histórias de dor e abandono. O podcast, no entanto, tem sido eficaz em provocar diálogos sobre a importância de preservar memórias e a relevância das histórias individuais na construção da identidade coletiva.

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Foto: Reprodução/Instagram

Ouça o podcast "A mulher da casa abandonada" no Spotify:

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